24/08/2014

Passatempo no facebook: José Alexandre Ramos oferece um livro de A.L.A. pelos dez anos do projecto!


Olá!

Para comemorar a efeméride de estar há dez anos com o trabalho voluntário de afirmação de António Lobo Antunes na web, eu próprio e sem qualquer apoio externo, decidi promover um mini-passatempo no intuito de oferecer um livro do nosso escritor a quem, simplesmente, me escrever umas linhas sobre a importância deste projecto na web. O concorrente que melhor me convencer com os seus argumentos será premiado com um dos livros de António Lobo Antunes, à sua escolha!

Os interessados apenas têm que reunir, como disse, os seus melhores argumentos sobre a importância da existência deste projecto na web e enviar-me o seu texto, via mensagem privada da página do facebook. Não serão aceites participações via e-mail e os participantes devem ser seguidores da nossa página desta rede social. É, portanto, um passatempo exclusivo para utlizadores de facebook e seguidores da nossa página.

O passatempo decorre a partir de agora até às 23H59 do dia 14 de Setembro. Após cuidada análise dos textos propostos, decidirei, por exclusiva responsabilidade minha, quem premiar. O vencedor será anunciado primeiro em privado, que é quando me dirá qual o livro que quer receber e combinar contactos para a melhor forma de entrega, sendo posteriormente anunciado no nosso espaço com o texto que lhe valeu o prémio.

Este prémio será, como referi, um livro de António Lobo Antunes, que o participante escolherá, de entre os 29 títulos da sua actual bibliografia oficial (em edição ne varietur, publicado pela Dom Quixote, em português). Não estão incluídos como prémio livros sobre o escritor ou que não pertençam à obra completa editada pela Dom Quixote, nem edições especiais (ver na imagem as capas possíveis dos títulos que podem constituir o prémio, ou consultem aqui - http://alanaweb.esy.es/Bibliografia/).

Os textos não premiados poderão ser usados, identificando o seu autor, em artigos para o blog e/ou facebook, pelo que é imprescindível que cada participante deixe claro que autoriza a sua utilização, no final do texto, seja vencedor ou não.

Aguardo então pelas vossas participações. 

Um abraço,
José Alexandre Ramos

23/08/2014

Paulo Polzonoff Jr: «O elogio do silêncio alheio»

Uma das opiniões com quase (ainda mais um) anos que o nosso projecto, que comemora agora em Setembro o seu 10º aniversário, é este artigo do brasileiro Paulo Polzonoff Jr., que repescamos do seu site renovado:

O elogio do silêncio alheio

foto: Diário de Notícias
Julgam-me feliz: sou mouco.
(António Lobo Antunes)

Gosto quando livros me dão um tapa na cara. E não existe esbofeteador melhor, hoje, em terras portuguesas, do que António Lobo Antunes. Resolvi, não sei por quê, reler seu Livro de Crônicas (D. Quixote, 1998), que comprei na terra do escritor, em Lisboa. Talvez tenha me batido um banzo do Castelo de S. Jorge. Naqueles dias quentes de setembro, entrei na Fnac e me abasteci com uns cinco livros do escritor que ainda era desconhecido por aqui. Entre eles este volume de crônicas, muito diferente dos romances do autor. Em Lobo Antunes, sempre ranzinza, para minha surpresa sobre lirismo. 

A primeira vez que li o livro foi numa destas banheiras brancas, em mármore, num pequeno hotel em Lisboa. O dono do hotel se apresentara na estação de trem. Eu e uma amiga acabávamos de rodar por toda a Europa, falando somente inglês. Na verdade, a viagem para Portugal foi meio casual. Sobrou um tempinho e pegamos um trem (torturantes horas) para Lisboa. Porque estávamos há um mês falando somente inglês, não tivemos dúvida: em Portugal perguntamos sobre hotéis no idioma de Shakespeare. 

O homem cobrava razoavelmente barato por um quarto. Na verdade, em seu hotel havia somente um quarto com banheiro próprio. Viajamos na noite anterior com duas alemãs bonitinhas (fiquei apaixonado por uma durante as cerca de dez horas que separam Madri de Lisboa. Nunca imaginei que me fixaria em olhos azuis). Claro que eu esperava que elas fossem para o mesmo hotel que a gente. Preferiram um albergue, por uma diferença mínima de escudos. 

Isso, porém, nada tem a ver com o texto que pretendo escrever sob a epígrafe acima. O fato é que Lobo Antunes me abriu os olhos. Ou melhor, os ouvidos. Há muito tempo eu venho dizendo que preferia ficar em silêncio. Escrevi dois ou três textos sobre o assunto. Textos que, obviamente, vão direto para o lixo. 

A literatura tem destas coisas: nos grita na cara o óbvio. E nele nos embebedamos, se sabemos que é justamente o óbvio que precisamos ouvir. No caso, eu sempre fui uma pessoa atormentada com o fato de falar. E de escrever, claro. Sempre achei que isso fosse assim como uma danação. Eu falava (escrevia) e sofria. Porque, bem, escrevo com alguma fúria e humor que não agrada muito às minhas “vítimas”. 

Lobo Antunes foi médico durante a guerra entre Portugal e Angola, na década de 70. Sabe do que fala. Viu o sofrimento de perto. Gente miserável brigando uma briga que não lhes dizia respeito de fato. Depois, quando voltou para Lisboa, exerceu ainda a psiquiatria, ou seja, lidou com gente que por algum motivo perdeu o controle. O próprio António Lobo Antunes esteve em vias de perder o controle. E não dá para negar que sua literatura é um tanto quanto esquizofrênica, marcada por uma polifonia intensa. 

Ele sabe que a redenção para os tormentos da alma é a nostalgia e o silêncio. Ora, mas como expor a nostalgia, se o silêncio é um pressuposto? 

O erro, meu até agora, era considerar o silêncio como a não-expressão. Coisa simples: calar a boca. Quando o silêncio que me é necessário não é o meu próprio, e sim o dos outros. Por isso, ensurdeço à burrice, à ignorância, à demasiada seriedade. Sou feliz porque sou, doravante, mouco. 

Que sejam moucos também a mim os meus inimigos, desafetos ou simples opositores. Até porque um surdo geralmente fala mais alto que os seus ao redor.


por Paulo Polzonoff Jr.
02.07.2003

16/08/2014

«Não desistas tão depressa desse livro», por Emanuel Amorim em Orgia Literária

livro ou crónica da visão?
também aconselhamos Emanuel Amorirm
para que não desista tão depressa...
Não desistas tão depressa desse livro

A primeira vez que li António Lobo Antunes foi no meu décimo ano. Uma professora levou uma crónica e leu para nós. Era uma professora preguiçosa, que encontrava todas as desculpas para não nos dar aula (até porque mal dominava a matéria). Maravilhas do ensino profissional.

Desde logo fiquei fascinado pelas palavras de Lobo Antunes. Hoje já não recordo de que falava a dita crónica, mas recordo-me que no dia seguinte comprei A Morte de Carlos Gardel. Comprei este livro por cinco euros, numa papelaria que apenas tinha dois ou três livros, restos de colecções de jornais, e onde eu comprava todas as semanas o Blitz e DN (saudades DNA).

Não sei o que me cativou em António Lobo Antunes, mas a paixão não encontrou eco na minha primeira tentativa de ler A Morte de Carlos Gardel. Voltei a tentar uns meses mais tarde, mas voltei a não conseguir passar da primeira dezena de páginas - foram as minhas primeiras tentativas frustradas de ler os seus romances.

Desisti do romance, mas continuei, sempre que possível, atento às suas crónicas, que raramente me desiludem. É aí que encontro o meu Lobo Antunes de estimação. Conciso, incisivo, capaz de iluminar um qualquer pormenor de pequenas vidas moldadas pela tristeza, solidão e abandono. Não as leio todas as semanas, mas, quando a elas regresso, sinto que faço mal, que devia comprar a Visão sempre que lá escreve Lobo Antunes.

Essa minha admiração levou-me também às entrevistas que sempre foram interessantes, em especial algumas que deu nos anos noventa e que estavam recolhidas num site dedicado ao escritor. Esse site, uma verdadeira mina de entrevistas, críticas e fotos, desapareceu do meu radar. Penso que morreu, provando que nem tudo é imortal no reino digital. Triste. [*]

Nas entrevistas interessava-me o homem, claro, cheio de contradições, fantasmas, medos e frustrações. Conversas com António Lobo Antunes, de María Luisa Blanco, é um livro interessante, que nos mostra o homem e as motivações da sua obra. Para além de Lobo Antunes, são entrevistadas pessoas próximas. Dessas pessoas, recordo-me da interessante entrevista ao pai do autor, a única, creio, que acedeu dar. É uma obra obrigatória para quem devora os seus romances e as suas crónicas, mas também para quem nunca leu uma linha de Lobo Antunes.

Naturalmente, voltei a tentar os romances. Depois A Morte de Carlos Gardel: Memória de Elefante, Eu Hei-de Amar uma Pedra, As Naus e O Manual dos Inquisidores. Em todos a frustração falou mais alto – abandonei-os antes de terminar a sua leitura, nunca conseguido passar das primeiras dezenas de páginas.

Acima de tudo, o que me desmotiva é a repetição exaustiva de um estilo que me agrada em crónica, mas que me cansa em logo trechos. António Lobo Antunes escreve muito bem, mas está refém desse estilo que não é estático e que evoluiu ao logo dos anos - há enormes diferenças entre Memória de Elefante e Manual dos Inquisidores. Quer fugir à narrativa tradicional, mas acaba por construir autênticas paredes de betão cheias de frases pomposas, observações pormenorizadas de pequenos aspectos do dia-a-dia, uma obsessão barroca pelo detalhe e uma excessiva adjectivação de tudo o que se cruze com o olhar das personagens.

Apesar dessa continua frustração, decidi voltei a dar-lhe mais uma oportunidade. Desta feita será Explicação dos Pássaros, romance que comprei na Feira de Algés. As primeiras vinte páginas foram lidas com deleite, mas logo o cansaço voltou. Escrevo esta crónica para me obrigar a não desistir já dele. Quero aguentar estoicamente, quero ser capaz de terminar um romance de António Lobo Antunes. Há tanta coisa na sua prosa que me agrada, nomeadamente a forma como descreve o país do final dos anos 70 (mas também o período do Estado Novo), sempre atento ao grotesco, como se Portugal fosse uma enorme e viva caricatura. Mas exagera, repete, detalha cada coisa, cada objecto, cada pessoa, cada rua. É cansativo, ainda que, no meio de inúmeras frases desnecessárias e acessórias, haja uma que me acerta em cheio, que me põe a pensar, que me transporta para aquele período e que faz querer ler mais, que me diz que não será em vão o tempo que a ele dedicar.

No fundo, os romances de António Lobo Antunes são imensas lixeiras onde reluzem alguns objectos brilhantes. Espero ser capaz de continuar a procurá-los e, quem sabe?, voltar a escrever sobre Explicação dos Pássaros, desta feita para falar muito bem, dizer-vos que vale a pena, que sobrevivi e estou cá para vos contar que António Lobo Antunes é tão bom romancista quanto cronista. Por enquanto estou longe disso e sinto uma enorme tentação de abandonar a sua leitura.


por Emanuel Amorim
05.03.2013

ilustração de José Alexandre Ramos
sublinhados nossos

[*] Continuamos cá, Emanuel Amorim!

15/08/2014

Rafael do Carmo Ferreira: resenha de Os Cus de Judas

Há muito tinha vontade de ler algo do português António Lobo Antunes. A primeira pessoa que comentara sobre ele foi o meu grande amigo (e leitor) Miguel, a quem sempre me refiro como o meu irmão lisboeta. A despeito do título que pode assustar os mais pudicos, os Cus do Judas, segundo romance do autor, é uma narrativa extremamente forte e elegante sobre as memórias de um veterano da Guerra do Ultramar (Lobo Antunes é médico e serviu como tenente médico nos três últimos anos da Guerra em Angola).

O romance é todo construído sobre o fluxo de consciência do narrador, que “fala” como se estivesse conversando com uma mulher que acabara de conhecer em um bar. Essa conversa leva o narrador a passear pela sua infância, numa Lisboa oprimida e opressora, pelas memórias da guerra de Angola e pela sensação de profundo abandono e inadequação do veterano que não conseguiu efetivamente voltar à vida civil.

Se fosse apenas pelo ponto de vista puramente formal, o livro já seria uma excelente escolha de leitura. A forma como o autor constrói a sua narrativa e consegue criar no leitor a sensação constante de uma conversa, de uma “troca”, como se o livro fosse uma confidência de um bêbado triste e ligeiramente patético é algo extremamente interessante. Esse mesmo fluxo de consciência vai se tornando cada vez mais fluído e frenético com o avançar do livro, como o efeito do álcool afetando o narrador. Me lembrou um pouco o retrato que Goethe faz do desespero crescente do jovem Werther que li há tanto tempo. As soluções de Lobo Antunes para o avançar das horas e do embriagar-se do narrador foram excelentes.

Dito isso, o melhor do romance é mesmo o seu conteúdo... É muito impressionante o retrato que o autor constrói dos veteranos da guerra. O trauma constante da brutalidade e da estupidez do conflito, a memória que sempre volta aos horrores experimentados... Sou neto de um veterano da Segunda Guerra e a caracterização acaba me dizendo muito. Lendo o livro me lembrava do meu avô, no fim da vida, tendo pesadelos com navios afundando e crianças mortas em bombardeios a hospitais, revivendo os horrores pelos quais passara há mais de meio século. Mais ainda, é muito bem caracterizada a perene sensação dos veteranos de não pertencer a nenhum lugar, como num limbo eterno entre a paz e a guerra, desajustados de um mundo que não os entende e, em alguma medida, os repele por conta da memória de tristeza que eles trazem junto de si.

Também é excepcional a caracterização da mentalidade portuguesa. A sua constante melancolia, sua terrível seriedade, o orgulhoso isolamento do resto do mundo que foram a tônica do país na maior parte do século XX. Lobo Antunes descreve o Portugal da infância e da juventude do narrador como um país espremido entre a opressão do corpo e a opressão da alma, entre a mão de ferro do catolicismo ibérico, cheio de culpas e a mão de ferro do Estado Novo e a sua polícia política. É o Portugal em que “a família, a escola, a catequese e o Estado me haviam solenemente impingido para melhor me domarem, para extinguirem os meus desejos de revolta”. O autor fala também do Portugal do pós 25 de Abril, para onde o narrador, sem qualquer outra opção, volta “grave, sábio, social-democrata, sardónio, transportando na mala dos livros a esperteza fácil da última verdade de papel”. Esse país que sofre de uma crise de identidade, entre a velhíssima Europa e um novo mundo, entre a ditadura e a democracia é um espelho das perplexidades do narrador.

Muito interessante, ademais, ver a descrição do fim de um império colonial que é tão próximo e, ao mesmo tempo, tão estrangeiro a nós brasileiros. Ver a África pelo olhar português, a sua elite colonial que despreza os soldados metropolitanos que lá estão morrendo para manter seus privilégios (“o branco do Clube Ferroviário que recusava desdenhosamente a conversar com a tropa”), os africanos que sabiam que “não era a eles que tratava, mas à mão-de-obra barata dos fazendeiros, dezassete escudos por um dia de trabalho”, a tensão constante de um Império que se esfacela de dentro, podre no seu anacronismo. Esse olhar sobre a África acaba tendo um interesse maior para nós brasileiros, que, vez ou outra, pescamos nas descrições referências que nos levam diretamente à influência dos africanos na cultura brasileira.

Ler Lobo Antunes me transmitiu a clara sensação de que o mundo lusófono ainda precisa passar por um longo processo de reconciliação. Reconciliação entre metrópole e colônias por conta do passado colonial em África, (e, por que não, pelo passado colonial na América). Reconciliação na sociedade portuguesa entre os que defenderam e os que se opuseram ao regime salazarista.


por Rafael do Carmo Ferreira
06.10.2012

10/08/2014

Caroline V. Becker: «A personagem na crónica»



As crónicas de António Lobo Antunes são híbridas: por vezes, aproximam-se da construção de um espaço biográfico, por meio do qual autor-cronista anuncia pensamentos, discorre sobre diferentes assuntos e, até mesmo, narra sua vida do passado e do presente; em outros casos (…), a crónica aproxima-se (e apropria-se) da narratividade e da ficcionalidade, por meio dos mundos possíveis ficcionais e, principalmente, por meio da figuração de personagens.

Como identificar qual dessas realizações está diante de nossos olhos? Simplesmente por meio da leitura. O primeiro pacto estabelecido refere-se à voz – que voz é essa presente na crónica? Trata-se da voz de António Lobo Antunes (ainda que como uma persona) ou trata-se da voz de uma personagem, um signo – para lembramos as palavras de Cristina da Costa Vieira –, inserido em um contexto específico, em uma diegese? Nesse pacto, desvendado apenas após a leitura da crónica na íntegra, verificamos se na materialidade textual há uma personagem ou há uma figuração do autor empírico António Lobo Antunes.
Quero ressaltar a deriva ficcional de tais personagens, construídas em um mundo possível; um recurso distinto daquele utilizado, por exemplo, por João do Rio, um dos cronistas brasileiros mais consagrados. Segundo Jorge de Sá, o cronista criou personagens que eram ficcionalizações de pessoas do mundo cultural carioca: “Com isso ele [João do Rio] também prenunciou que a crónica e o conto acabariam em fronteiras muito próximas. Sua linha divisória – às vezes muito ténue – é a densidade. Enquanto o contista mergulha de ponta-cabeça na construção do personagem, do tempo, do espaço e da atmosfera que darão força ao fato “exemplar”, o cronista age de maneira mais solta, dando a impressão de que pretende apenas ficar na superfície de seus próprios comentários, sem ter sequer a preocupação de colocar-se na pele de um narrador, que é, principalmente, personagem ficcional (como acontece nos contos, novelas e romances). Assim, quem narra uma crónica é o seu autor mesmo, e tudo o que ele diz parece ter acontecido de fato, como se nós, leitores, estivéssemos diante de uma reportagem” (A crónica. São Paulo: Ática, 2008, p. 9, grifo meu).

As crónicas antunianas não seguem o perfil descrito acima. António Lobo Antunes cria narradores, quase sempre personagens, o que exige uma análise mais densa das vozes enunciativas. No corpus em análise, a impressão “tudo parece ter acontecido” existe, mas refere-se às crónicas analisadas no capítulo anterior. Quando há figuração de personagem, há, também, construção de narrador e de ficcionalidade.

Caroline V. Becker, António Lobo Antunes. Entre escritas de si e figurações de personagem. Porto Alegre: PUCRS, 2012, pp. 85-86 [Dissertação de mestrado]

citado do blog 

02/08/2014

25 novas citações de António Lobo Antunes acrescentadas


25 novas citações adicionadas hoje na base de dados desta rubrica. Descubra em http://alaptla.blogspot.pt/p/citacoes.html ou http://alanaweb.esy.es/Citações.

Faça parte deste trabalho! Envie as suas citações favoritas de António Lobo Antunes, através de comentário aqui ou mensagem e/ou comentário nas nossas páginas de facebook e Google +, ou para o e-mail jalexramos@gmail.com.

As citações assinaladas na rubrica com um * (asterisco) vermelho estão também publicadas no nosso álbum "citações" do facebook. Aceda à foto correspondente, clicando no asterico (*) vermelho , quando assinalado, para poder ver a foto com a citação.

Crónica «Nós» com reflexão sobre a sua leitura por Olga Fonseca

Nós Não precisávamos de falar. Como ele dizia – Tu sabes sempre o que eu estou a pensar e eu sei sempre o que tu estás a pensar ...